Em 1º de julho de 2026, a comissão do programa preferencial da Booking.com passou de 15% para 18%. Três pontos percentuais que, para a hotelaria brasileira, não são ajuste de tabela. São a diferença entre u
Em 23 de junho de 2026, seis entidades do setor formalizaram representação no CADE: FOHB, ABIH Nacional, FBHA, ABR, BLTA e FNHRBS. A alegação central é de abuso de posição dominante, e o argumento por trás dela é direto. Quando uma plataforma concentra de 40% a 60% das reservas intermediadas de um mercado, o hotel individual não negocia, acata.
Este artigo faz a conta que importa, mostra por que o hóspede estrangeiro é justamente onde a dependência é maior e explica o que trava a venda direta na prática.
A conta que você provavelmente não fez
Vamos usar um hotel de porte médio no litoral brasileiro. As premissas estão explícitas para você substituir pelas suas.
Quarenta e oito mil e seiscentos reais é o que sai da sua conta por ano, apenas nas reservas de estrangeiro intermediadas, apenas na parcela que você poderia estar vendendo direto.
E note o efeito isolado do reajuste: só os três pontos adicionais custam a esse hotel cerca de R$ 8.100 por ano. Nada mudou no serviço prestado pela plataforma.
Compare com a ordem de grandeza de um custo de meio de pagamento. Não são categorias comparáveis. Comissão de OTA é uma ordem de magnitude maior, e confundir as duas é o que mantém o hotel preso.
Por que o hóspede estrangeiro é onde a dependência é pior
Este é o ponto que raramente aparece nas discussões sobre desintermediação.
O hóspede brasileiro que encontra o seu hotel na Booking consegue, se quiser, reservar direto pelo seu site. Ele tem Pix, cartão nacional e WhatsApp. A OTA, para ele, é vitrine, não infraestrutura.
Para o hóspede argentino ou chileno, a OTA é infraestrutura. Ele esbarra em três paredes ao tentar reservar direto:
1 - O cartão internacional dele é caro de um jeito que a gente subestima. Para o argentino, o acréscimo pode chegar a 40% do valor da compra, somando o dólar tarjeta, as percepções cobradas na fatura e o spread da bandeira. Para o chileno, passa de 10%, entre câmbio do emissor, comissão de conversão e tarifas. Uma diária de R$ 800 pode sair por R$ 1.120 para o argentino. E ele só descobre o total quando a fatura fecha. Some a recusa por antifraude, comum em compra internacional de ticket alto.
2 - Transferência internacional ninguém faz para reservar quatro noites de pousada.
3 - Ele não tem como pagar em pesos um estabelecimento brasileiro sem intermediário.
A Booking resolve essas três paredes de uma vez e cobra 18% por isso. É por isso que a comissão sobre hóspede estrangeiro é o pedaço mais fácil da sua margem de recuperar. Existe uma razão técnica concreta por trás dela, e essa razão tem solução.
O tamanho do que está em jogo: em 2025 o Brasil recebeu 3.386.823 argentinos, 36,5% de todas as chegadas internacionais, e 801.921 chilenos. No Rio de Janeiro, argentinos e chilenos juntos foram 65,5% do fluxo internacional do estado em janeiro de 2026. Em Salvador, argentinos foram 44% das chegadas internacionais no primeiro semestre de 2026. Em Pernambuco, a Argentina lidera com folga o ranking de nacionalidades.
O que a venda direta exige, e o que normalmente falta
Quem tenta desintermediar geralmente monta quatro das cinco peças e não entende por que a conversão não vem.
Um caminho de cobrança que ele consiga usar fecha o circuito: QR code pago com a carteira do país dele, link de cobrança em moeda estrangeira, liquidação em reais para você. E vale registrar até onde a educação de mercado já chegou. Setenta por cento dos turistas argentinos já usam Pix em compras durante a viagem ao Brasil, e 96% consideram o método simples. O hábito existe. Falta o seu ponto de cobrança aceitar.
Como a Nautt tudo fica mais ágil
A Nautt Finance oferece solução de pagamento para turista estrangeiro em hotéis, pousadas, restaurantes e agências de turismo. No caso da hotelaria, ela existe para uma finalidade específica: permitir que o hóspede de fora pague você diretamente, para que a reserva não precise mais passar pela OTA.
Onde ela entra no seu fluxo de venda
- No motor de reserva e no site, como forma de pagamento que o argentino e o chileno conseguem concluir sem cartão internacional.
- No WhatsApp, com link de cobrança em moeda estrangeira, que é onde o hóspede latino-americano efetivamente negocia.
- Na recepção, por QR code, para recuperar o hóspede que chegou pela plataforma e transformar a próxima reserva em venda direta.
- No restaurante e no bar do hotel, no mesmo ponto de cobrança, capturando o consumo interno que hoje escapa por dificuldade de pagamento.
O que muda para o seu caixa - Nenhum custo fixo mensal. Sem mensalidade, sem aluguel de equipamento e sem mínimo de faturamento. Isso importa em hotelaria mais do que em qualquer outro setor: a sua receita de maio não se parece com a de janeiro, e uma ferramenta com assinatura cobra igual nos dois meses. Aqui o custo aparece junto com a transação.
- Você recebe em reais, na sua conta, com a conversão já feita. Não precisa abrir conta em moeda estrangeira nem operar câmbio.
- A taxa de 3% é cobrada do turista, dentro do câmbio da operação e visível para ele antes de confirmar. Ele compara com até 40% no cartão argentino e mais de 10% no chileno. Além de fechar a reserva, isso devolve poder de compra para o consumo dele dentro do hotel.
- O mesmo ponto atende o hóspede brasileiro, com Pix à vista e cartão parcelado, o que mantém a ferramenta produtiva também na baixa temporada.
- A cobertura não se limita ao mercado argentino. O chileno, que é o turista de maior ticket da América Latina e o segundo maior mercado emissor do Brasil, também paga.
Dezoito por cento de comissão sobre R$ 22.500 por mês é R$ 4.050. É esse número que a venda direta ao hóspede estrangeiro recupera, sem trocar uma comissão por uma mensalidade.
Fale com a Nautt e leve os seus números. A conta da margem recuperável a gente faz junto.
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